terça-feira, 1 de março de 2016

Vivendo escolhas ....

Estamos vivendo uma onda de "ode" à maternidade que está incomodando algumas pessoas. Uma amiga me inspirou a escrever hoje... Revoltou-se com um post que dá a entender que mães são sempre felizes e que só elas sabem amar...
Então... Fui desafiada 2 vezes a postar momentos felizes da maternidade, e aceitei. Sou feliz em ser mãe. Mas, como qualquer mãe, não sou feliz o tempo todo. Já tiveram, e ainda têm os momentos em que quero e preciso dormir e não posso. Já tiveram e ainda têm momentos em que quero assistir programas de adultos e tive que assistir Peppa. Já tiveram e ainda têm momentos em que quero namorar meu marido e tive que ouvir uma história incrível do homem aranha ou da amiga "fura olho".  Mães se anulam a maior parte do tempo, vivem outras vidas. E se fazem algo por si... Culpam-se. 
Não queremos ser mãe todo o tempo. Queremos ser mulheres também!!  E devemos isso a nós mesmas.  Devemos isso a nossos filhos...  Filhos gostam de mães felizes e realizadas.
Porém, cara amiga, mães amam, e amam muito! Quando nos deparamos com a maternidade, lá , ainda no hospital , amamos aquele serzinho tão pequeno e indefeso. Mas , conforme o tempo passa, nos damos conta de que estamos formando uma pessoa com opiniões, com vontades, com expectativas... E isso nos orgulha demais!! E extravasamos ... E o amor transborda... E todo o trabalho, as noites mal dormidas, as olheiras, os cabelos descuidados, o corpo "deformado" é esquecido, mesmo que momentaneamente.... 
Não me acho mais mulher por ter filhos, me acho muito mulher por tê-los porque sempre os quis , por ter a profissão que sempre quis e por ser a mulher que quero ser.  Eu escolhi. E dou o direito a quem quer que seja de fazer suas escolhas. 
Chega de condenarmos as pessoas por não serem como nós, por não compartilharem das mesmas vontades que nós.
Não existe condição para amar ou para ser feliz.  "Cada escolha , uma renúncia".  E isso serve a todas: com filhos ou sem filhos.  Nos basta tirar o melhor proveito das nossas escolhas ou renúncias...
E seguimos vivendo nossas escolhas.... Com amor sempre!!!

P.S.: Escrevi hoje, meio que passando mal e com o Caio me pentelhando para que eu faça hambúrgueres... Não é um momento feliz de maternidade... 


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

AMPLIANDO HORIZONTES...

Nessa semana compartilhei um vídeo de uma entrevista na Fátima Bernardes em que o cara diferencia a fase em que as filhas estão. A mais velha super descolada, indignada com a cultura machista e a mais nova na fase do "Rosa é de menina, azul é de menino".  Caio está nesta fase...
Fomos à Feira do Livro e ele escolheu um grande livro de atividades. Livros de atividades rendem  boas conversas, consequentemente, boas pérolas... Estávamos pintando uma página com piratas e fiquei encarregada de pintar o casco no navio, Caio insistia: " Não pinta a âncora!".
Ok!! Enquanto ele se esmerava em pintar a âncora, me disse:
- "Meninas não são boas para pintar âncoras... Isso é coisa de menino..."
Eis que me indigno, e pergunto  o por quê ,  ele completa:
- " Meninos são espertos!!"
E quão feia deve ter sido a cara que fiz pra ele que imediatamente se redimisse:
- " Mas eu conheço UMA menina que é bem espertinha..."
Quem? Perguntei...e
- "Você!!!"
Chupa Marilyn Vos Savant !!!  Eu sou a única menina espertinha!!!
Deixei a discussão de gênero pra depois, afinal, não sei se fiquei mais contente com o "menina" ou o "bem espertinha"...
Então, fomos pintar o desenho ao lado... Um menino pirata. Pintei a bermuda e pedi para que Caio pintasse as pernas.
- " Mãe, pega pra mim o lápis cor de pele?"
Alcancei a ele o lápis marrom. Imediatamente me disse que não era aquele lápis.
- Mas esse também é cor de pele. Algumas pessoas têm essa cor de pele.
Mostrei pra ele uma foto de uma mãe com um bebê. A primeira que encontrei na internet, casualmente membros de uma tribo africana.
Caio estranhou as  vestes , e comecei a explicar que era porque moravam na África :
- Lá onde tem o leão, a zebra, o elefante... Rapidamente ele conclui:
- " Ah! Eles moram no zoológico!!"
- Não... A África é um lugar bem longe onde esses animais vivem na natureza.
- "Sei... Bem longe, onde mora o vovô."
- Não, o vovô mora longe pra lá ( apontei para trás de mim) e a África é longe pra lá ( apontei para o o lado direito).
Nisso, o pai do Caio chegou à sala onde estávamos. Imediatamente Caio esqueceu a conversa e disse:
- Pai eu te amo pra sempre! Você, a mamãe e a Mel!!!
Talvez quis se sentir seguro por estar descobrindo um mundo muito maior do que imaginava...
E a cor da pele do nosso pirata é marrom!!


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

REVOLTANDO-SE

Temporalzão nessa madruga aqui em Ponta Grossa. Acordei, e a insônia tomou conta... Aí comecei a pensar nos cães de rua que a minha vizinhança cuida (onde se abrigaram??) , e em instantes estava pensando em todos os cães de rua, gatos de rua e pessoas de rua. Aí vem aquilo na cabeça: "É um 'revolts' da natureza, cobrando-se pelos danos que nós a causamos, etc e tal.
Oito da manhã, Caio acorda. Muito indignado. Os homens estão acabando com a natureza!!! Destroem tudo, sujam tudo! Estão destruindo as florestas!!! E sabe o que acontece?!? Acabam com os ninhos de Tuiuiú... Caio acordou preocupado com os Tuiuiús.
"Mãe! Eles derrubam todas as árvores, acabam com as florestas e os Tuiuiús têm que vir para a cidade..."
Brinquei com a situação, dizendo que isso é praticamente um êxodo rural, mas me entristece essa preocupação na minha criança de 4 anos. Motivo pra mais insônia!
Com certeza ele deve ter ouvido essa história em algum lugar, no Discovery ou na escola, mas o que me chama a atenção é o impacto que isso causou, a ponto de cedo do dia já colocar a questão em "debate".
Mas, o mesmo Discovery Kids que explica e conscientiza, é o mesmo Discovery Kids que estimula o consumismo quando faz os olhos dos pequenos brilharem com tantos brinquedos maravilhosos e que fazem tudo, só não lavam a louça. É um show de "Mãe, eu  P R E C I S O  disso!!!"
Queria preservar esse lado bom pra sempre, essa preocupação boa... Mas não sou exemplo... E a culpa são das bolsas e dos sapatos... Queria consumir menos! E ensinar meus filhos sem culpa a cuidar da natureza.
P.S.: Tenha piedade do meu guri, Natureza! Ele se preocupa com os Tuiuiús!!
P.S. 2: Mesmo sem nunca ter visto um Tuiuiú...

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

RECORDANDO...

Nessa semana me peguei beeem nostálgica. Posto muitas situações com o Caio, me aproveitando por ele ainda não poder se defender disso (hahaha). A Mel já não me permite. Está em outra fase. A fase da "vergonha de tudo". Em uma tarde dessas, TV ligada na sala de espera, passando aquele filme Doze é demais, comédia, mas eu chorei. Parei pra ver a cena em que os pais se emocionaram ao ver a filhinha pré adolescente indo ao cinema com um guri. Não me acho uma mãe careta. Mas tenho convicção de cada fase é pra ser vivida intensamente. Insisto com a Mel: Aproveita a infância porque tu tens a vida inteira pra ser adulta!! Tento protelar o máximo o uso de maquiagem, esmaltes escuros e roupas "adultas". E não imaginei sentir o que senti quando foi pedida em namoro. Dá um vazio... Não estou preparada para ser sogra. Logo me vem a imagem de uma guriazinha loirinha com as mãozinhas na cintura, no meio do Mercado Público de Curitiba , me dizendo : "Mãe, eu já sou uma mocinha de 3 anos!!!", indignada por eu tê-la chamado para perto de mim. A mesma guriazinha que sempre demonstrou muita segurança e auto estima elevadíssima, e que no maternal se admirava da Gabi chorar todos os dias. Quando perguntei o motivo da coleguinha chorar, me respondeu: "Ela quer a mãe dela". Eu, no auge da minha insegurança, questionei se ela não sentia minha falta, tive que ouvir: "Mãe...eu sei que quando for a hora tu vai estar lá pra me buscar". Assim, madura, cheia de si...
Mel sempre foi uma menina precoce, falou com 9 meses, andou com 10 meses e leu com 3 anos. Sim!! Começou a ler com 3 anos. As professoras confirmaram quando ela passou a repetir o que escreviam nas agendas dos coleguinhas. Do tipo: "Comunicado, hein professora?!?"
E ela me demonstrou o peso das nossas palavras e atitudes em relação aos nossos filhos, quando fui tentar tirá-la das fraldas aos 2 anos. Eu não entendia como uma criança tão esperta e falante não conseguia se livrar das benditas e caras fraldas. Erro meu. Ao mesmo tempo em que eu dizia que ela já era grande pra fazer xixi no "vaso", eu dizia que ela já era grande pra parar de mamar no peito. E ela não queria crescer... Era viciada no peito. Quando me dei conta, tive uma conversa séria, desvinculando uma coisa da outra. E resolveu!! Nunca mais usou fralda! E seguimos amamentando até os 3 anos e 1 mês (não recomendo!!). 
Nessa mesma fase tive que falar sobre menstruação... Como explicar para uma guria de 2 anos que ela precisa sair da fralda, se ela me via usar uma "fraldinha" em uma determinada época do mês?!? Expliquei... e ela entendeu. Meses depois, um verdureiro bateu a minha porta e a Mel foi com um amigo nosso atende-lo pra mim. De cara foi logo declarando: "Sabia que quando eu for adulta, vou ficar menstruada e usar uma fraldinha igual a que minha mãe usa?".
Fiquei da cor do tomate que eu estava cortando.
E o tempo voa a jato. E minha boneca está mais para Barbie do que para "Meu Bebê". Aquela mocinha de 3 anos agora é uma mocinha de 12 anos.  Está crescendo... Eu também!!




terça-feira, 18 de agosto de 2015

Então está aí o blog...  A idéia surgiu da insistência de amigos que se divertem com as situações que vivo com meus pequenos e posto nas redes sociais e com textos que escrevo em algumas ocasiões.
Me formei em novembro de 2002 e casei com Marlo em dezembro do mesmo ano, já grávida. Tenho 2 filhos: a Mel de 12 anos, linda e loira como o pai e o Caio de 4 anos, esperto e moreno como a mãe... Sempre quis família grande, mas médicas veterinárias de pequenos animais não podem ter essa ambição... Demoramos a decidir pelo segundo filho, e isso nunca aconteceu. Caio, como sempre, nos surpreendeu com sua chegada. Graças a Deus!!! Sou muito grata e orgulhosa das minhas conquistas e  dos presentes que a vida me deu. Me divirto com a diferença de idade deles, o que antes me preocupava. São fases bem distintas, cada uma com sua particularidade.
Resolvi pelo blog, porque minha cabeça não pára, penso o tempo todo em tudo ao mesmo tempo. Quero dividir as peripécias e as descobertas das crianças, as delícias e as frustrações do meu trabalho e as receitas das comidas que eu invento... Sim, as comidas que eu posto nas redes sociais, eu invento... não sigo receitas prontas. E dividir significa estar aberta à críticas, opiniões e felicitações...
O que importa é se divertir!